A magia das Missões

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Roteiros

Brasílio R. C. Da Silva

Porto Alegre - RS

Caminhada Grupo Experimental Nº 7 - 24 á 27/01/2002

Brasílio é hoje um peregrino experiente e grande entusiasta e apoiador do Caminho das Missões.
Sua primeira caminhada foi nas Missões, quando ainda eram realizadas caminhadas experimentais no trajeto que hoje compreende os 3 dias de São Miguel das Missões a Santo Ângelo.
Brasílio nos enviou um relato que compartilhamos com vocês.
"CAMINHO DAS MISSÕES - GRUPO EXPERIMENTAL NÚMERO 7 TRAJETO SÃO MIGUEL DAS MISSÕES/SANTO ÂNGELO
Brasilio - janeiro de 2002


1 - Preparativos para a viagem
Um dos meus sonhos está preste a ser realizado. Caminhar uma distância razoável, 78 km, por exemplo, em mais de um dia.
O grupo organizador me enviou, através de e-mail, todas as orientações e, principalmente, a relação do equipamento básico para enfrentar três dias consecutivos
do Caminho das Missões no trecho de São Miguel das Missões a Santo Ângelo. Até o momento, já havia feito, num só dia e sozinho, até 28 km, em diferentes situações.
O desafio estava feito. Fiz um levantamento do equipamento que já dispunha e acrescentei o que faltava. Esta experiência será uma amostra para a realização de um outro sonho maior que é fazer o Caminho de Compostela, o Caminho Francês, num total, aproximado, de 841 km.


2 - Embarque no dia 24/01/02, Quarta-feira
Acordei cedo, às 6 horas, revisei o equipamento, tomei café com a minha esposa LORENA e com o filho RICARDO. Rumei para a Estação Rodoviária de Porto Alegre e pontualmente o ônibus da Empresa Ouro e Prata partiu às 8 horas rumo a Santo Ângelo. Ao chegar naquela estação deparei com duas senhoras equipadas com mochilas e que, provavelmente, participariam da caminhada. Eram a JANE e a BERENICE, que se deslocavam com o mesmo objetivo. Mais tarde, no mesmo ônibus, identifiquei dois outros caminhantes, o "vô", o " bisô", o "mestre", o "mágico" MÁRIO e o CRISTIAN.
Chegamos em Santo Ângelo, local do encontro preliminar, exatamente às 15 horas e 15 minutos, onde fomos recebidos na Estação Rodoviária pela MARTA e pelo "pequeno" CLÁUDIO, aliás o nosso guia na caminhada. Rumamos para o centro da cidade e, após tirarmos fotos junto à Catedral do grupo, composto de 14 pessoas, iniciou-se a reunião para as orientações sobre o referido caminho.
ruinasConcluída esta etapa, numa van nos deslocamos para a cidade de São Miguel das Missões, com muita expectativa na bagagem. Nos instalamos na Pousada das Missões, homens num salão e mulheres noutro, e fomos conhecer as ruínas da redução missioneira. Feita a visita guiada, jantamos num restaurante anexo às ruínas, onde nos deliciamos com o famoso "carreteiro missioneiro", cuja receita a cozinheira se negou a nos dar.
Já, neste momento, o grupo estava totalmente entrosado, composto de 11 homens e de 3 mulheres. O "múltiplo" MÁRIO e a BERENICE já fizeram o Caminho de Compostela, relatando, constantemente, as suas experiências ao grupo. Após o jantar, retornamos às ruínas para assistir o excelente espetáculo de luz e som. Findo o show nos dirigimos à pousada para dormir.


3 - Dia 25/01/02 - Sexta-feira
O funcionário da pousada nos chamou exatamente às 5 horas e 30 minutos. Fomos tomar café (bem "missioneiro") e às 6 horas e 40 minutos, depois de realizar alongamentos e orações, o grupo iniciou a caminhada com o dia ainda escuro e nublado, rumo à Carajazinho.
A primeira parada foi numa fonte de água, localizada atrás das ruínas, de onde saía o abastecimento para a redução jesuítica. Aproveitamos para ajustar o equipamento, enquanto ouvíamos as explicações do guia sobre o local.
O sol apareceu com muita intensidade e o calor logo se fez presente. Conforme o previsto fizemos diversas paradas para descanso e para realizar alongamentos físicos.
Numa destas paradas deitamos na relva, próximo a um cemitério e de uma pedreira de onde era extraída a matéria prima para as construções das reduções missioneiras. Neste momento já havíamos caminhado, aproximadamente, 14 km. Descansados e mais descontraídos, seguimos mais 3 km e chegamos às ll horas e 40 minutos, 5 horas após a partida, num lugar chamado Esquina Ezequiel, onde a SANDRA, o MILTON e a filha SANDRINE nos esperavam com um suculento almoço caseiro, composto de saladas (tomate, alface, couve), arroz, feijão, galinha, abóbora refogada, massa e sobremesa com doces da região, tudo
acompanhado de excelente suco de laranja.Após o almoço o grupo tirou uma merecida "siesta" no galpão onde ele foi servido, já que, naquele momento, o calor era insuportável.
Saímos, em continuação, exatamente às 15 horas e 10 minutos sob sol ardente. A estrada, que em muitos lugares apresentava quantidade expressiva de pedras soltas, foi sendo vencida lentamente face o calor reinante. Chegamos em Carajazinho exatamente às 19 horas e 45 minutos, vencendo 34 km. Neste momento, superei a minha marca pessoal que era, num só dia, 28 km. Só por isso, eu já estava muito satisfeito, apesar do cansaço físico. O ELOI, o médico que participava da caminhada juntamente com o seu filho menor VICENZO, teve muito trabalho antes, durante e depois da realização do trajeto, no atendimento aos caminhantes com bolhas, calos e dores.
Fomos instalados numa Escola Municipal, onde os colchões nos esperavam ansiosamente... A janta se fez no Bolicho do JOÀO e da NELI, porém antes da mesma, houve um sarau de declamação realizado pela ALINE, a filha do casal ADÃO e NOELI, donos de outro bolicho da região. O cardápio era composto de churrasco missioneiro, acompanhado de salada, de arroz, e de um excelente suco de limão. Após a janta o sarau continuou, com a participação da famosa dupla campeira "CLÁUDIO-MARCUS" e do dono do Bolicho, o JOÃO, que declamou poesia de JAIME CAETANO BRAUN, pajador emérito daquela região missioneira, falecido em passado recente. Fomos, então dormir.


4 - Dia 26/01/02 - Sábado
Fomos despertados às 7 horas, tomamos um típico café missioneiro composto de café servido numa chaleira, leite "verdadeiro" da vaca do JOÃO, pão caseiro, nata, mel, melado e, partimos rumo às ruínas da redução de São João Batista , exatamente, às 8 horas.
O dia estava nublado, soprando uma pequena brisa, ambiente adequado para a realização de uma caminhada em grupo. O rendimento, por isso, melhorou consideravelmente. O FRANCISCO e os seus filhos FLÁVIO e GUSTAVO, sempre ponteando o grupo, dispararam estrada a fora, deixando, vez por outra sinais de que eles estavam vivos... Fizemos uma parada grande numa casa de fazenda, onde a caseira CRISTINA nos ofereceu água e café, demonstrando a típica hospitalidade missioneira. Esta data foi particularmente marcante para o CRISTIAN pois ele estava completando 33 anos de vida. O grupo o saudou e o "versátil" MÁRIO, representando a "ala jovem" do grupo, o presenteou com os seus quatro ovos de estimação.....
Chegamos em São João Batista exatamente às 11 horas e 15 minutos e nos dirigimos ao Bolicho do Adão, neste momento com uma chuva miúda, localizado defronte às ruínas da redução missioneira. Fomos visitá-las sob uma chuva mais intensa, tendo como guia local o ELÓI, que explicou com muita propriedade o que alí aconteceu. Como aperitivo, comemos" os "ovos" do CRISTIAN, agora já cozidos....
Almoçamos no Bolicho do ADÃO uma comida bem caseira preparada pela sua esposa, composta de arroz branco, arroz de forno, bife acebolado, batata (QUE BATATA!), saladas diversas, ótimo suco de limão e excelente sobremesa composta de doce de bolacha e de pudim.
Durante o almoço a MARTA, uma das organizadoras do evento, entrou em contato com a Rádio Santo Ângelo que fez uma homenagem aos "PELEGRINOS" e ao aniversariante CRISTIAN, ausente no momento, pois estava "despachando" na patente... os "ovos e a comida".
Às 14 horas e 5 minutos partimos em direção ao Parque das Fontes, localizada no município de Entre-Ijuís, onde será realizado o pernoite, sob chuva forte e com a temperatura mais amena. Estávamos experimentando uma novidade na caminhada, ou seja, a chuva e o barro. Diante desta realidade, o grupo se dispersou e os caminhantes foram chegando aos poucos naquele parque. Neste trecho caminhei, na sua maior parte, com o simpático casal MARTHA-SÉRGIO, quando desenvolvemos grandes "papos amigos", abaixo de chuva grossa e deslizando no barro vermelho. Os destaques foram os cães ( os melhores amigos dos homens...conhecidos deles) e a ponte de ferro sobre o rio Ijuizinho. Segundo o nosso competentíssimo guia, o CLAUDIO, o Parque das Fontes, ficava "logo alíííííí....., após aquela "subidiiiiiinha"......
Instalados nas barracas do camping, o grupo começou a se reencontrar junto ao bolicho do Parque, onde foi recepcionado pelos donos MÁRIO e JANDIRA, com aquela tradicional hospitalidade missioneira que experimentamos durante toda a caminhada.
Antes do jantar, o "eclético" MÁRIO realizou um ritual característico da Galícia , chamada de "Queimada", no qual teve a participação de todos os integrantes do grupo. Esta cerimônia consiste em colocar num prato álcool e frutas e flambá-los e, os participantes, individualmente, realizam pedidos pessoais. Quando o fogo se expirou, a bebida foi ingerida pelos presentes. Logo após foi servido o jantar composto de salada de couve com cenoura, arroz, galinha feita numa panela de
ferro (que galinácea...) e polenta cortada com fio de linha.
Ficamos conversando até às 23 horas, aproximadamente, e, após, o grupo foi se recolhendo as respectivas barracas. Me instalei junto com o ELÓI e o seu filho VICENZO. Neste momento a noite estava clara, com uma bonita lua cheia.
Às 2 horas da madrugada do dia 27 começou a cair uma chuva torrencial seguida de raios e de trovões. Como fui campista de barraca por muito tempo, fiquei em alerta total e, a cada momento, eu verificava o nível da água dentro dela, até que às 5 horas e 30 minutos eu a abandonei com o meu equipamento, esperando o dia "clarear" junto aos banheiros.
Nesta "madrugada espontânea" aproveitei para colocar em dia este relato e preparar o equipamento para o último dia.


5 - Dia 27/01/02 - Domingo
Às 7 horas o grupo começou a se organizar para o último dia da caminhada. Fomos tomar café no Bolicho do Parque (mais uma vez o típico café missioneiro). O grupo, ainda sob chuvarada e barro liso, começou, a partir das 8 horas, cumprir o derradeiro trecho, que apesar de ser o menor (14 km), foi, provavelmente, o mais difícil, dadas as condições do tempo.
O grupo se dividiu em grupos menores e foi adiante. Eu cumpri a maior parte do trajeto junto com a BERENICE, quando desenvolvemos excelentes assuntos. Na travessia da balsa do rio Ijuizinho encontramos o MARCUS e a JANE, com os quais cumprimos, até Santo Ângelo, a caminhada. O destaque neste trecho foi o MARCUS que estava com "menos um dedo no pé e com os joelhos de lavadeiras de chão"....Aliás, não sabemos como, em certo momento ele apareceu com "polainas" nos "garrões...", porém, justiça seja feita, ele fez uma aterrissagem sensacional na entrada da balsa, quase matando o balseiro...
Às 11 horas e 30 minutos o grupo começou a chegar na Matriz de Santo Ângelo, fiel réplica da Igreja das ruínas da Redução de São Miguel. A emoção tomou conta do grupo e todos se abraçaram mutuamente. Fomos recepcionados pelos organizadores o ROMALDO, a MARTA e a GLADIS. Logo após o Padre Rosalvo fez a benção aos "PELEGRINOS", o grupo rezou a Deus agradecendo aquele momento ímpar que estava vivenciando. Findo esta atividade me dirigi a um hotel próximo da Catedral para tomar um necessário e obrigatório banho, pois a minha cor era de um tom avermelhado......e eu tinha que possuir condições mínima de entrar no ônibus de regresso a Porto Alegre às 14 horas. Após este 'alívio" me dirigi ao restaurante para participar do almoço de despedida do grupo, onde um excelente galeto acompanhado de saladas diversas e arroz "ansiosamente" nos esperava....
No encerramento, o "multidisciplinar" MÁRIO fez a última "mágica" e desenvolveu palavras que representaram o espírito do grupo na caminhada. Após, antes de embarcar para Porto Alegre, eu também fiz menção por poder realizar um sonho/desafio justamente com um grupo homogêneo e fraterno como este.


6 - O retorno
Embarquei no ônibus da Empresa Ouro e Prata, juntamente com a BERENICE, que conseguiu antecipar a viagem, e, às 14 horas e 10 minutos ele partiu. Talvez pelo cansaço físico e por uma noite mal dormida , logo adormeci. Próximo a Soledade, antes da parada do ônibus, acordei. Neste momento, comecei a sentir a sensação de "por que terminou este sonho"? Me veio à mente os seguintes sentimentos: realizei mais um sonho, conheci pessoas sensacionais, visitei lugares que nunca antes tinha visto e revivi valores da minha infância de 50 anos atrás (hospitalidade, fraternidade, companheirismo, igualdade, humildade, simplicidade), aliás tão esquecidos nesta vida moderna e agitada que vivemos. Tive tempo para fazer grandes reflexões pessoais e, por tudo o que aconteceu nestes dias, agradecendo à DEUS, eu digo 'VALEU, E MUITO, MAIS ESTA EXPERIÊNCIA DE VIDA".....
Ao chegar em Porto Alegre, estavam me esperando na Estação Rodoviária, a minha esposa LORENA, a qual presenteei com a cruz missioneira, e o meu filho RICARDO.
Muito obrigado FRANCISCO, FLÁVIO, GUSTAVO, MARTHA e SÉRGIO, BERENICE, JANE, ELOI, VICENZO, CRISTIAN, MÁRIO, MARCUS, CLÁUDIO, MARTA, GLADIS e ROMALDO pelos momentos inesquecíveis que passamos juntos e que estarão indeléveis no meu coração. Até breve.
Com saudades,
Brasilio."